O Filho

 

Um turista na Galiléia vê um sujeito puxando um burrico, no qual está sentada  uma mulher com um bebê no colo. Aquela cena parece conhecida, e ele resolve puxar papo com o casal, e é informado que o homem é carpinteiro, se chama José e a mulher se chama Maria.

Impressionado, o turista exclama:

– Não me digam que o menino se chama Jesus!

E o José:

– Claro que não! Tá achando que nós somos porto-riquenhos?

 

Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, crucificaram Jesus e também a dois malfeitores, um à direita e outro à esquerda.

Por cima dele estava esta inscrição [em letras gregas, romanas e hebraicas:] ESTE É O REI DOS JUDEUS.

Um dos malfeitores que estavam pendurados, blasfemava dele, dizendo: Não és tu o Cristo? salva-te a ti mesmo e a nós.

Respondeu-lhe Jesus: Hoje não dá. Estou pregado!

3 provas de que Jesus era judeu:

* assumiu os negócios do pai
* viveu em casa até os 33 anos
* acreditava que a mãe era virgem e e ela, que ele era Deus

 

3 provas de que Jesus era irlandês:

* nunca foi casado
* nunca teve emprego fixo
* seu último pedido foi algo para beber

 

3 provas de que Jesus era porto-riquenho:

* seu primeiro nome era Jesus
* sempre teve problemas com a lei
* a mãe dele não sabia quem era o pai dele

 

3 provas de que Jesus era italiano:

* falava com as mãos
* tomava vinho em todas as refeições
* trabalhou no comércio

 

3 provas de que Jesus era californiano:

* usava cabelos compridos
* andava descalço
* inventou uma religião nova

 

3 provas de que Jesus era francês:

* nunca trocava de roupa
* só lavava os pés
* não falava inglês

 

3 provas de que Jesus era brasileiro:

* nunca tinha dinheiro
* fazia milagres para viver
* acabou se ferrando na mão do governo.

Um carpinteiro estava consertando o forro da capela quando entrou uma senhora, ajoelhou-se no altar e começou a rezar. Sendo protestante, o carpinteiro resolveu zoar com a senhora.

– Aqui é Jesus! – gritou ele, por um buraco no forro.

A senhora nem piscou e continuou rezando. Achando que não tinha sido ouvido, o carpinteiro insistiu:

– Aqui é Jesus Cristo, filho de Deus!

Novamente, nenhuma reação da velhinha. Acreditando que ela era surda, o carpinteiro enche o peito e grita:

– AQUI É JESUS CRISTO, FILHO DE DEUS! PODE IR QUE SUAS PRECES FORAM ATENDIDAS!

– Shhh! Tenha educação! Não vê que estou falando com a sua mãe?

Jesus caminhava pelas ruas de Jerusalém, quando um homem se aproximou chorando.

– Por que choras, homem? – pergunta-lhe Jesus.

– Choro porque sou cego.

– Tens fé e poderás ver – disse-lhe Jesus, e o cego viu.

Pouco tempo mais tarde, um outro homem se aproximou, também em lágrimas.

– Por que choras, homem?

– Choro porque sou coxo.

– Tens fé e poderás andar – disse-lhe Jesus, e o coxo andou.

Nisso, aproxima-se um terceiro homem, igualmente chorando.

– Por que choras, homem?

O homem não respondeu, continuando a chorar.

– Por que choras, homem?

E o homem continuou apenas chorando.

– Se não me disseres o teu problema, não poderei te curar!

Vendo que o homem continuava em silêncio, Jesus foi embora.

Assim, Saul, o surdo, continuou surdo.

Andando pelo paraíso, Jesus encontra um velho de barbas brancas, vestido com uma longa túnica e apoiado num longo cajado. Sentindo algo familiar na aparência do velho, Jesus pergunta-lhe:

– Quem és?

– Não me lembro...

– Mas deves ter alguma idéia... – diz Jesus.

– Sei que era carpinteiro e que o meu filho ficou muito famoso, conhecido em todo o mundo.

Ao ouvir isto, Jesus emocionado exclama, com os braços abertos:

– Pai!!

E responde-lhe o velho:

– Pinóquio!!

Jesus, pregado na cruz, chama seu discípulo:

– Pedro! Pedro! Vem a mim!

Pedro tenta aproximar-se mas um soldado romano o fere com a lança nos rins.

– PEDRO! VEM RÁPIDO! – insiste o Senhor.

Pedro força o caminho mas outro centurião o agride com a espada, provocando-lhe um profundo corte.

– RÁPIDO PEDRO, VEM A MIM!

Pedro empurra o centurião que lhe corta um naco do ombro com a espada. Sangrando abundantemente chega perto da cruz.

– PEDRO! PEDRO! NÃO DEMORES!

Descartando um terceiro soldado que lhe decepa uma orelha, Pedro consegue enfim chegar ao pé da cruz.

– O que foi, Senhor? – pergunta ele?

– Pedro, repara! Dá para ver perfeitamente a sua casa daqui de cima.

Uma prostituta está preste a ser lapidada pela sua promiscuidade. Uma grande turba espera com pedras nas mãos quando Jesus interpõe-se entre ela e a mulher.

– Parai! – ele diz – Aqueles dentre vós que não tenha pecado, que lance a primeira pedra.

Um silêncio envolve a turba e pouco a pouco as pessoas vão deixando cair as pedras que seguravam e vão se retirando. De repente, uma pedra cruza o ar e pega entre os olhos a mulher, que cai no chão já nos seus estertores finais. Jesus olha para o lugar de onde veio a pedra e diz aborrecido:

– Porra, mãe, tem horas que você me deixa puto nas calças!

No Monte das Oliveiras, Jesus caminha entre os apóstolos.

– Pedro, tu me amas?

– É claro, mestre! Mais do que tudo na vida!

 André, tu me amas?

– Sim, Senhor! Sou capaz de morrer por ti!

– E tu Tiago, também me amas?

– Mais do que a mim mesmo, mestre!

Jesus olha para eles e com um sorriso orgulhoso conclui:

– É chato ser gostoso! 

Um português abriu uma fábrica de pregos e botou na frente um outdoor com Cristo pregado na cruz onde dizia:

"Pregos Garcia, 2000 anos de garantia".

O bispo da cidade, reclamou com o português, dizendo que ele não podia fazer aquela propaganda usando Jesus crucificado. Que não insistisse, que a Igreja o processaria. O português refletiu que realmente era uma propaganda enganosa já que os romanos não tinham usado os seus pregos. Então mandou fazer outro outdoor, desta vez com Cristo caído ao lado da cruz, confortado por Maria. O texto era:

"Com pregos Garcia isso não aconteceria".

Novamente veio o bispo reclamar:

- Você não entendeu, meu filho, você não pode usar a imagem de Cristo. Tire imediatamente esse outdoor, ou nós o excomungaremos.

O português, homem pacífico retirou de imediato o outdoor e mandou confeccionar um terceiro. Neste aparecia apenas a Cruz. Abaixo, o texto justificava:

"Com pregos Garcia, o gajo não fugiria".

Então Jesus tomou seus discípulos na montanha e reuniu-os em torno de si.

E lhes ensinou dizendo:

– Bem aventurados os fracos.
– Bem aventurados os misericordiosos.
– Bem aventurados os que têm sede de justiça.
– Bem aventurados os pobres de espírito.
– Quando essas coisas começarem a acontecer, vos regozijeis, porque sua recompensa será grande no Paraíso.

E Simão Pedro disse: – nós temos que anotar isso?

E Filipe disse: – isso vai cair na prova?

E João disse: – o senhor podia repetir a última parte?

E André disse: – os discípulos de João Batista não têm que aprender nada disso.

E Mateus disse: – o que?

E Judas disse: – de que é que isso vai nos adiantar na vida real?

E Tomás, que tinha chegado atrasado e perdido o sermão chegou reservadamente a Jesus e perguntou: – Eu perdi alguma coisa importante hoje?

E Jesus Chorou.

Jesus, muito preocupado, chama os seus discípulos para uma reunião de  emergência dado o alto consumo de drogas na Terra. Depois de muito pensar chegam a conclusão de que o melhor para poder enfrentar o problema e provar a droga eles mesmos e depois tomar as medidas adequadas. 

Decide-se que uma comissão de discípulos desça ao mundo e recolha diferentes drogas. Efetua-se a operação secreta e dois dias depois começam a regressar os emissários. Jesus espera a porta do céu quando chega o primeiro discípulo:

– Quem é?
– Sou Paulo.
– E o que trazes, Paulo?
– Trago haxixe de Marrocos.
– Muito bem, filho. Entra.

– Quem é?
– Sou Marcos.
– E o que trazes, Marcos?
– Trago marijuana da Colômbia.
– Muito bem, filho. Entra.

– Quem é?
– Sou Mateus.
– E o que trazes, Mateus?
– Trago cocaína da Bolívia.
– Muito bem, filho. Entra.

– Quem é?
– Sou João.
– E tu, o que trazes, João?
– Trago crack de Nova Iorque.
– Muito bem, filho. Entra.

– Quem é?
– Sou Lucas.
– E o que trazes, Lucas?
– Trago speeds de Amsterdã.
– Muito bem, filho. Entra.

– Quem é?
– Sou Judas
– E tu, o que trazes, Judas?
– TRAGO A POLICIA.... TODO MUNDO NA PAREDE, MÃO NA CABEÇA!

São Pedro e Jesus brincavam de bola no campinho de um parque enquanto conversavam.

– Lembra-se de 1970? – pergunta São Pedro – Pelé estava magnífico. Aquela bola chutada de antes do meio do campo foi uma coisa fantástica.

– Que bobagem, Pedro, se fosse Eu, não só faria a jogada, como faria o gol.

– Fazia nada! Só se fosse por milagre.

– Não, sem valer milagre mesmo. Quer ver?

Mirando a trave do outro lado do campo, Jesus chuta a bola. A bola pega efeito e fazendo uma curva vai cair no lago ao lado do campinho. Chateado, Jesus se dirige ao lago e vai andando pela sua superfície para pegar a bola.

Um indivíduo que passava pelo parque e vê a cena dirige-se a São Pedro:

– Quem é que aquele cara está pensando que é? Jesus?

– Que nada! – responde o velho apóstolo – Ele está pensando que é Pelé!

No monte das Oliveiras, Jesus dirige-se aos seus discípulos:

– ax2 + bx + c = 0 – diz o Filho do Homem.

– O que ele quer dizer? – pergunta Tomé.

– Apenas mais uma parábola – responde Mateus.

Um playboy morreu num acidente num racha. Sem maiores pecados, foi para o céu. Enquanto se registrava, vê passar uma nuvem esportiva vermelha, com um jovem cabeludo ao volante, em velocidade vertiginosa.

– Puxa, São Pedro – diz o rapaz – já vi que vou gostar daqui. Sou doido por automóveis e já vi que os modelos aqui são demais!

– Filho – avisa São Pedro – aqui no céu não temos dessas coisas. Tudo aqui é lento e organizado. Nada de correrias, de coisas espalhafatosas.

– Mas e aquele cara que passou naquela nuvem maneira?

– Bom, aquele é o filho do dono.

Penalizado, Jesus vê um pobre médico do Inamps se esfalfar com uma fila enorme de segurados esperando atendimento, dobrando o plantão pela falta de um colega. Vestido de branco, desce à terra para ajudar aquele seu filho. Entrando no consultório, apresenta-se ao médico como um colega que veio substitui-lo. Depois que o outro se vai, manda entrar o primeiro doente.

Entra um aleijado com uma perna torta, apoiando-se em duas muletas. Jesus coloca as mãos nos seus ombros e ordena.

– Largue as muletas e vai!

Com a perna normalizada, o doente coloca as muletas sob o braço e vai saindo. Ao passar pela fila que aguarda atendimento, o seguinte lhe pergunta:

– E aí, que tal o médico novo?

– A mesma merda. Nem examina a gente!

 

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